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Tempo de deslocamento casa-trabalho cresce na RMC

16 de setembro - 2015

A RMC (Região Metropolitana de Campinas) tem sofrido com o trânsito, segundo estudo divulgado em 9 de Setembro de 2015 pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), o tempo de deslocamento casa-trabalho-casa cresceu na região. A pesquisa revelou que um terço dos trabalhadores em Campinas gasta, em média, 1h53 (113 minutos) para se deslocar até o trabalho e no trajeto de volta para casa. Os dados analisado são de 601 municípios de 37 áreas metropolitanas do país, referentes a 2012.

Os impactos desse tempo de deslocamento não são apenas na vida das pessoas, a economia da região também sente as consequências. O município perde o equivalente a 3% do PIB (Produto Interno Bruto), o que em 2012 representava R$ 3,2 bilhões. No ano anterior, o tempo médio gasto era de 111 minutos e o impacto no PIB atingia 2,9%.

Na área metropolitana de Campinas, o número de trabalhadores que levam mais de 30 minutos nesses deslocamentos também apresentou aumento – subiu de 484,4 mil no ano seguinte. A cidade tem cerca de 1,2 milhão de habitantes.

O tempo da viagem aumentou em dois minutos. Isso mostra que os programas de ampliação do sistema de mobilidade urbana não têm conseguido absorver o impacto de uma maior demanda por transportes.

A cidade que apresentou o maior tempo de deslocamento foi Rio de Janeiro, com 141 minutos.  São Paulo está em segundo lugar, com 132 minutos, para um contingente de 5,5 milhões de trabalhadores. Em relação ao custo, no Rio, deixam de ser produzidos mais de R$ 19 bilhões (5,9% do PIB metropolitano). Em São Paulo, o prejuízo é de quase R$ 45 bilhões (5,7 do IB metropolitano). A produção sacrificada no país chega a R$ 111 bilhões, segundo o estudo.

Outras grandes áreas metropolitanas registraram aumento do tempo de deslocamento, como Salvador (4,5%), Belo Horizonte (1,5%) e Recife (6,0%). No entanto, Fortaleza (-1,5%) e Porto Alegre (-1,3%) apresentaram queda no tempo das viagens.

Fonte: Jornal Metro, 10 de Setembro de 2015

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