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São Paulo enterrará 52 km de fios e retirará 2 mil postes das calçadas

15 de agosto - 2017

A partir de uma parceria entre a gestão Dória, a concessionária de energia AES Eletropaulo e cerca de 20 empresas de telecomunicações, São Paulo terá cerca de 52 quilômetros de fios de transmissão enterrados e pouco mais de 2.019 postes que dão suporte às estruturas de transmissão de energia, telefonia, TV e internet na cidade retirados.

A medida tomada para as ruas e avenidas da capital diminui a quantidade de apagões por causa da chuva e do vento e também deixa a cidade mais bonita.

Para a primeira fase do projeto, batizado por Dória de “Cidade Linda Redes Aéreas”, pretende-se atingir 117 ruas de sete distritos da região central, como Consolação, Bela Vista, República, Santa Cecília, Jardim Paulista, Bom Retiro e Brás.

Infográfico – Fonte: Secretaria Municipal de Serviços e Obras

A meta é concluir a primeira rede subterrânea de fios até meados de julho de 2018. Ainda não há um cronograma definido para que o projeto chegue às demais regiões da capital. A ideia é começar pelo Centro para depois ir expandindo para outras regiões da cidade.

A gestão Doria pretende concluir o mandato com 100 km de fios subterrâneos instalados na capital paulista. A Eletropaulo tem 44 mil quilômetros de fios na Grande São Paulo. Destes, apenas 3.000 km são subterrâneos e 1,2 milhão de postes. De acordo com o secretário de serviços e obras da gestão Doria, Marcos Penido, as intervenções deverão começar pela rua José Paulino, no Bom Retiro. “O projeto prevê dutos com fios compartilhados de energia, internet e TV”, disse.

As empresas de telefonia e internet deverão arcar com os custos das obras. A prefeitura não precisará fazer nenhum investimento, disse Penido. A AES Eletropaulo disse ainda que vai aguardar a retirada dos demais fios (telefonia e internet) para tirar os postes das calçadas, que são de sua responsabilidade. O custo total ainda está sendo calculado.

A Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) afirmou que o trabalho será gradativo porque exige uma engenharia muito específica. Em alguns locais, as obras terão que fazer interferências em redes de água, esgoto e gás. Durante as obras de enterramento, disse Penido, todos os serviços (internet e TV) deverão continuar funcionando normalmente.

Está previsto, ainda para a primeira fase, a inclusão de mais 7 km de cabeamento subterrâneo em Vila Olímpia (centro comercial e empresarial da zona sul).

Fonte: Estadão e Folha de São Paulo, 14 de agosto de 2017

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