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BRT modificará a paisagem urbana

19 de outubro - 2015

A implantação do BRT em Campinas provocará uma requalificação do espaço urbano em algumas áreas, além de aliviar grandes problemas de trânsito. O trecho da Avenida John Boyd Dunlop, sob a ferrovia, no Jardim Florence, será resolvido antes mesmo da chegada do corredor Campo Grande naquela região.

Nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2015, o prefeito Jonas Donizette recebe da América Latina Logística (ALL), concessionária da ferrovia, a doação do projeto executivo da nova configuração da ponte que será implantada no local e, na terça-feira, ele segue para Brasília em busca de R$ 2 milhões para bancar a obra.

“Se não conseguir os recursos do governo federal, vou utilizar alguma compensação de implantação de empreendimento para construir essa ponte”, disse Jonas, que aproveitará a reunião com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, para discutir também a licença que será necessária para interromper a operação da ferrovia naquela área durante as obras, estimadas em 120 dias.

O projeto para aquela região irá mudar radicalmente o espaço urbano. Em vez de uma antiga ponte, que estrangula o trânsito, haverá uma grande abertura do espaço. O projeto do BRT prevê alargamento das pistas, serão oito faixas de trânsito (de cada lado), além das duas do corredor central do BRT.

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Região do Enxuto, na John Boyd Dunlop: os cruzamentos em nível prejudicam fluxo de veículos; construção de corredor do BRT vai exigir remodelamento com viadutos, com ônibus no nível inferior

De acordo com o secretário municipal de Transportes, Carlos José Barreiro, o ganho para o trânsito será muito grande. Da forma como está hoje, afirmou, não há muito o que fazer. Toda manhã, agentes de trânsito vão ao local para tentar dominar o trânsito e reduzir o máximo possível os chamados rabos de fila (fila de carros que se forma enquanto o trânsito está parado). Então, prendem o trânsito em um sentido e liberam em outro. Antes dessa operação comporta, afirmou, formava fila de dois, 2,5 quilômetros. “É uma solução temporária, mas com a abertura da ponte a situação irá mudar bastante”, disse.

Segundo o secretário, existe solução técnica que poderá ser adotada para impedir a interrupção da ferrovia enquanto as obras estiverem ocorrendo. Como há duas linhas férreas paralelas, é possível ancorar a linha que está livre e desviar os trens para ela, enquanto o trabalho ocorre debaixo da outra. “Sempre haverá algum prejuízo porque a ALL utiliza as duas linhas em algumas horas, mas há como reduzir os impactos”, afirmou.

A obra, explicou o secretário, consistirá na abertura da área debaixo da ponte, fazendo nova passagem, aproveitando os pilares de sustentação existentes. A intenção é começar a implantar a nova estrutura até o final do ano, bem antes de o corredor Campo Grande chegar ao Jardim Florence, o que está previsto para o final de 2016.

A solução para dar fluidez e garantir a passagem direta dos ônibus do sistema BRT será a implantação de um viaduto sobre a Avenida John Boyd Dunlop. A via será rebaixada no cruzamento com as outras ruas que chegam até ela e terá duas faixas para o trânsito de veículos de cada lado do corredor do BRT, que ficará no meio. O sistema projetado para os dois corredores prevê que, nos cruzamentos principais, os ônibus passarão sob viadutos e pontes para que haja ganho de tempo no percursos, de forma a privilegiar o transporte coletivo. Nos cruzamentos em que serão mantidos em nível, os semáforos estarão programados para dar preferência à passagem dos BRTs.

Fonte: Correio Popular, 17 de outubro de 2015

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